Ressonância magnética e endometriose

A endometriose é uma condição ginecológica crônica comum definida como o aparecimento e crescimento do endométrio fora do útero, podendo provocar dores abdominais, infertilidade e muitos outros sintomas.

Pode-se manifestar de três formas: doença superficial (peritoneal), doença ovariana (endometriomas) e endometriose infiltrativa profunda, que é a forma mais complexa e cirurgicamente desafiadora.

Quando se tem suspeita dessa doença o exame mais solicitado para a avaliação da condição da mulher é a ressonância magnética.

Esse exame pode identificar a endometriose ovariana e a endometriose profunda, além de possibilitar uma avaliação completa de toda a estrutura da pelve, contribuindo para uma maior precisão no diagnóstico e um tratamento adequado.

Ressonância magnética e endometriose ovariana

A endometriose ovariana se manifesta na forma de cistos com conteúdo de sangue, ocasionado pelos focos de endometriose no ovário, sendo chamados de endometriomas.

O exame de ressonância magnética consegue avaliar as lesões ovarianas com altas taxas de sensibilidade e especificidade.

Ressonância magnética e endometriose profunda

A endometriose profunda pode ser diagnosticada pela ressonância magnética, especialmente as lesões de médio e grande dimensões.

Os locais mais frequentemente acometidos pela doença são em ordem decrescente a região atrás do colo uterino (região retrocervical), incluindo os ligamentos útero-sacros, intestino, vagina e bexiga.

A vantagem da ressonância magnética é na avaliação de pequenos endometriomas, especialmente quando muito distantes do transdutor transvaginal, em mulheres com útero de grandes dimensões e na avaliação da endometriose no diafragma.